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Um estudante precisa passar por uma cirurgia e ficará internado por três meses. O psicólogo escolar colabora com a equipe pedagógica para garantir que o jovem receba o Atendimento Pedagógico Domiciliar/Hospitalar (Classe Hospitalar). Nesse cenário, o psicólogo escolar dialoga com o psicólogo hospitalar da instituição de saúde.
Embora ambos atuem em instituições, a diferença fundamental é que o psicólogo no contexto hospitalar foca sua atenção prioritariamente na:
Avaliação das aptidões de aprendizagem matemática e raciocínio lógico-formal do internado.
Orientação vocacional focada no mercado de trabalho da área biomédica.
Aplicação de punições institucionais para conter desvios comportamentais nas enfermarias.
Relação do sujeito com o processo de adoecimento, hospitalização e adesão ao tratamento de saúde.
Em relação à Psicologia e às práticas psicoterápicas no âmbito hospitalar, conforme abordam Ribeiro e Kuster (2022), assinale a alternativa INCORRETA.
O psicólogo atua mediando as relações entre as pessoas envolvidas no processo de hospitalização, facilitando o diálogo e principalmente minimizando sofrimentos psíquicos decorrentes.
Deve promover a aquisição de estratégias de enfrentamento da doença, auxiliando os pacientes a aprenderem manejos para lidar ou enfrentar com mais assertividade o diagnóstico e tratamento.
Através da psicoeducação, auxiliam os pacientes a aderir a hábitos mais coerentes e ajustados emocionalmente, propondo, assim, maior assertividade nas tomadas de decisões.
As intervenções psicológicas podem auxiliar o paciente no manejo da dor, esclarecendo os princípios e os fatores que fazem parte dos ciclos relacionados à dor e à relação entre o comportamento, as emoções e o modo de sua percepção.
Nos atendimentos psicológicos no ambiente hospitalar, deve-se evitar abordar os fenômenos circunstanciais da doença, de modo a priorizar que o paciente se centre unicamente no enfrentamento do processo de hospitalização.
Em ambientes hospitalares, são consideradas ações de biossegurança:
vacinação / descarte correto de resíduos hospitalares / lavagem correta e frequente das mãos.
alimentação saudável / exposição sistemática ao sol / higienização sistemática de roupas e acessórios.
redução de peso / consumo de derivados de leite / higienização correta de frutas e legumes.
acesso restrito a áreas laboratoriais / uso de EPI’s / descarte correto de resíduos de construção civil.
uso de protetor solar / lavagem correta de roupas de cama / consumo regular de água.
No contexto de um hospital geral, a equipe de psicologia realiza atendimentos individuais e grupais com pacientes em situação de adoecimento crônico. O trabalho demanda o uso de diferentes recursos clínicos para escuta e intervenção em sofrimento psíquico. Acerca do assunto, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas:
(__)A psicoterapia breve se estrutura em número delimitado de sessões, com foco em objetivos terapêuticos claros e sintomas atuais.
(__)O psicodrama é contraindicado em contextos hospitalares devido à sua complexidade técnica e à dificuldade de aplicação em grupos heterogêneos.
(__)A terapia familiar sistêmica é indicada para compreender e intervir em dinâmicas relacionais que influenciam o adoecimento de um de seus membros.
(__)Os grupos operativos têm como princípio a aprendizagem coletiva a partir da experiência, sendo aplicáveis em contextos institucionais e comunitários.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
V − V − F − F.
F − F − V − F.
V − F − V − V.
F − F − F − V.
Durante uma avaliação psicológica em um hospital geral, um psicólogo identifica sinais de depressão grave em um paciente internado por complicações cardíacas. Considerando a atuação da Psicologia Hospitalar, a conduta mais apropriada para o manejo desse caso é:
Realizar uma escuta qualificada e, se necessário, encaminhar para equipe multiprofissional, considerando a relação entre saúde mental e doenças cardiovasculares.
Aplicar testes projetivos para investigar traumas inconscientes e propor psicoterapia de longa duração no contexto hospitalar.
Priorizar intervenções psicanalíticas intensivas para acesso ao inconsciente, sem necessidade de encaminhamento médico.
Indicar o uso imediato de medicação psicotrópica para controle dos sintomas emocionais, sem necessidade de avaliação psiquiátrica.
Entre as principais funções e responsabilidades do psicólogo que trabalha em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24 horas, encontra-se:
a realização de avaliação psicológica, com objetivo de averiguar prontamente as condições psicológicas do paciente.
a prática de atendimento grupal, com base em um trabalho psicoeducacional, a fim de absorver a grande demanda de pacientes.
a elaboração de um trabalho de sala de espera, para favorecer um ambiente mais acolhedor e compreensivo para os pacientes e suas famílias.
o suporte imediato a pacientes em situações de crise, que estão passando por momentos de grande estresse ou trauma.
a colaboração com outros profissionais de saúde, compartilhando todos os dados dos pacientes, pois no pronto atendimento o sigilo pode ser quebrado.
De acordo com Romano (1999), a relação que é intermediada pelo psicólogo hospitalar, na qual é o portavoz das necessidades e desejos, devendo intervir de forma que os desencontros da informação sejam minimizados, refere-se à relação:
pessoa com pessoa.
paciente com equipe.
paciente com o processo de adoecer.
paciente consigo mesmo.
paciente com grupos.
De acordo com B. W. Romano (2001), a atuação do psicólogo hospitalar junto à família do paciente hospitalizado deve considerar que
a hospitalização transfere o foco do cuidado para a equipe de saúde, reduzindo o envolvimento afetivo e prático da família ao longo do processo de internação.
a função do psicólogo junto à família é prescritiva, orientando diretamente a divisão de tarefas e a organização das funções parentais e conjugais.
a intervenção do psicólogo deve se limitar ao paciente, partindo do princípio de que ele reúne as principais demandas de suporte físico e emocional.
o adoecimento tende a ativar conflitos e emoções intensas no grupo familiar, exigindo escuta qualificada e sensibilidade clínica às suas dinâmicas internas.
a experiência de internação frequentemente mobiliza a coesão familiar, fortalecendo os vínculos e facilitando a elaboração conjunta da situação vivida.
Paula é psicóloga e compõe uma equipe multidisciplinar que atua no atendimento de habilitação e reabilitação neuropsicológica em um hospital público estadual. Ela sempre comenta com seus colegas de equipe que tem se sentido muito sobrecarregada e que acredita que seria importante ampliar o número de profissionais da psicologia. Considerando a Resolução CFP nº 17/2022, que estabelece os parâmetros para as práticas psicológicas em contextos de atenção básica, secundária e terciária em saúde, sobre os parâmetros que devem orientar o dimensionamento do quadro de psicólogos para atenção terciária, assinale a afirmativa correta.
Na Unidade de Terapia Intensiva Adulto e Pediátrica a hora-assistencial é de 30 a 40 minutos.
No caso de atendimento de avaliação neuropsicológica, a hora-assistencial é de 45 a 60 minutos.
Na Unidade de Internação Adulto e Pediátrica, ambos enfermaria, a hora-assistencial é de 45 a 60 minutos.
A hora-assistencial para psicólogas que, como Paula, atuam no atendimento de habilitação e reabilitação neuropsicológica, é de 90 a 180 minutos.
A atuação do psicólogo em hospitais requer uma formação específica. Considerando essa área, analise as afirmativas a seguir:
I.O psicólogo hospitalar deve estar capacitado para lidar com o sofrimento emocional do paciente e seus familiares.
II.A psicologia hospitalar exige conhecimento sobre dinâmicas institucionais e trabalho interdisciplinar.
III.A formação em psicologia hospitalar se restringe a treinamentos em manejo da dor, sem necessidade de conhecimento sobre psicopatologia.
Está correto o que se afirma em:
I apenas.
I e II apenas.
I e III apenas.
I, II e III.
II e III apenas.
A psicologia hospitalar atua no suporte emocional e psicológico de pacientes, familiares e equipes de saúde, contribuindo para a adaptação ao processo de internação e tratamento. Suas intervenções visam reduzir o impacto emocional da doença, promover o enfrentamento e melhorar a qualidade de vida, integrando-se ao cuidado multiprofissional. Sobre o papel do psicólogo hospitalar no cuidado integral do paciente, assinale a alternativa correta.
O atendimento psicológico no hospital deve ser limitado ao ambiente ambulatorial, sem envolvimento em UTI ou enfermarias.
A presença do psicólogo hospitalar é necessária apenas em casos de pacientes psiquiátricos internados.
O psicólogo hospitalar atua na promoção da saúde emocional, auxiliando na adaptação do paciente ao tratamento.
O psicólogo hospitalar trabalha de forma independente, sem necessidade de interações com outros profissionais de saúde.
O papel do psicólogo hospitalar se restringe à realização de testes psicológicos para diagnóstico clínico.
Em ambientes hospitalares como o apresentado, costuma haver altos níveis de demandas psicológicas dos profissionais, como também níveis acentuados de controle no trabalho.
Certo
Errado
Durante uma avaliação psicológica em um hospital geral, um psicólogo precisa coletar informações sobre o estado mental de um paciente que foi admitido na emergência após um episódio de desorientação e comportamento agressivo. Para isso, ele conduz uma entrevista clínica detalhada e aplica o exame do estado mental. Sobre esse processo, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
(__)A anamnese é um processo estruturado de coleta de dados que inclui o histórico do paciente, queixas principais, antecedentes pessoais e familiares, possibilitando um diagnóstico mais preciso.
(__)O exame do estado mental avalia aspectos como orientação, atenção, memória, pensamento, linguagem e julgamento, sendo um instrumento essencial na detecção de alterações cognitivas e psicopatológicas.
(__)A entrevista psicológica deve ser aplicada de maneira rígida e padronizada para todos os pacientes, sem necessidade de adaptação ao contexto ou à condição clínica do indivíduo.
(__)A elaboração de hipóteses diagnósticas deve considerar os dados da entrevista, observação do comportamento e informações colhidas de outras fontes, como familiares e equipe multiprofissional.
A sequência está correta em:
V − V − V − V.
F − F − V − V.
V − F − F − V.
V − V − F − V.
Sobre a inserção do psicólogo hospitalar, considerando Schneider e Moreira (2017), assinale a alternativa INCORRETA.
Sua tarefa é incentivar o contato entre paciente-equipe e familiares-equipe, buscando promover a adesão e a compreensão do tratamento por parte dos envolvidos no processo de hospitalização.
Tem o papel de estimular que o paciente receba informações a respeito de seu quadro clínico, do tratamento que será realizado e de seu prognóstico.
Seu papel inclui participar ativamente do cuidado do paciente, reforçando funções adaptativas, reassegurando a boa percepção da realidade.
Pode facilitar, aos familiares, a revisão de seus papéis e a adaptação às novas necessidades decorrentes do adoecimento, assim como auxiliá-los a ocuparem a posição de cuidadores.
Deve se ater exclusivamente à problemática psíquica do paciente, dado que esta é sua especificidade formativa.
Durante seu plantão em uma Unidade de Terapia Intensiva, uma psicóloga hospitalar é acionada para atender a família de um paciente em estado grave, intubado e sem previsão de melhora. A equipe médica já comunicou à família o prognóstico reservado. A esposa do paciente manifesta sentimentos de culpa, raiva e medo, e solicita “respostas mais concretas” sobre a evolução clínica do marido.
Com base na obra de B. W. Romano (2001), essa situação exige do psicólogo
o encaminhamento imediato da família ao serviço de psiquiatria, dado que reações como raiva e culpa diante de situações extremas demandam prescrição de medicação que não cabe à psicologia hospitalar autorizar.
a mediação da comunicação entre equipe médica e família, atuando como facilitador do vínculo, acolhendo emoções, escutando demandas e promovendo suporte diante da vivência de perda iminente.
a explicação clara sobre os protocolos médicos e o quadro clínico do paciente, para garantir que a família tenha informações suficientes para compreender tecnicamente a gravidade da situação.
a intervenção com foco na resignação emocional da família, utilizando técnicas de dessensibilização para reduzir o impacto emocional da possibilidade de morte do paciente sobre os familiares.
a delimitação de sua atuação ao paciente, considerando que o cuidado psicológico aos familiares extrapola os limites éticos da psicologia clínica hospitalar em caso de paciente internado em unidade de terapia intensiva.
Erika, psicóloga hospitalar, foi acionada para acompanhar Henrique, de 75 anos, internado devido à piora de uma doença degenerativa. Henrique expressou o desejo de receber alta para poder “morrer com dignidade” em sua residência, junto de seus familiares e animais de estimação.
Considerando esse quadro, é possível deduzir que
O hospital incorre em crime de responsabilidade se der a alta hospitalar, privando o paciente das estratégias de suporte artificial da vida.
Henrique apresenta um quadro de negação da gravidade de suas condições de saúde e deve ser mantido em ambiente hospitalar.
Henrique apresenta plena posse de suas faculdades mentais e, diante disso, pode optar por receber cuidados paliativos em sua residência.
A família de Henrique deve ser chamada para manifestar sua concordância com a morte assistida por se tratar de paciente idoso.
Henrique é um paciente terminal que se encontra na fase de depressão profunda, e seria uma forma de maleficência submetê-lo à ortotanásia.
Durante a construção de um plano terapêutico para atendimento ambulatorial, o psicólogo avaliou que a demanda do paciente exigia uma abordagem centrada na liberdade de escolha, no sentido existencial da vida e na escuta empática da experiência subjetiva. Acerca do assunto, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas:
(__)A abordagem existencial-humanista valoriza a experiência subjetiva, a liberdade de escolha e a responsabilização do sujeito por seus atos.
(__)A abordagem cognitivo-comportamental compreende o sofrimento psíquico como resultado de conflitos inconscientes não resolvidos na infância.
(__)A abordagem comportamental considera os pensamentos e emoções como centrais no processo terapêutico, priorizando sua ressignificação simbólica.
(__)A abordagem existencial-humanista reconhece o sofrimento como parte constitutiva da condição humana e busca sentido no enfrentamento desse sofrimento.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
F − F − V − F.
V − F − F − V.
V − V − F − V.
F − V − V − F.
Leia a situação hipotética abaixo.
Em visita domiciliar pós-alta, o psicólogo encontra uma mulher de 46 anos, em luto recente pelo companheiro que faleceu após acidente de trânsito provocado por motorista embriagado. Ela relata insônia, ideias de inutilidade e possibilidade de “ir embora logo para reencontrá-lo”. O filho de 10 anos presenciou o acidente e manifesta medo recorrente de sair de casa.
Diante desse cenário, e dentro do plano de cuidado intersetorial hospital-domicílio, a ação imediata do psicólogo é:
ativar protocolo de vigilância familiar 24 h, instruindo vizinhos a monitorar a mulher e encaminhar o filho diretamente a atendimentos individuais em CAPS-IJ, sem envolver a escola nesta etapa inicial.
encaminhar a mulher à UBS para revalidação medicamentosa e orientar o filho a participar de atividade lúdica comunitária, adiando intervenções psicoterapêuticas até cessar a ideação suicida.
prescrever prática diária de atenção plena guiada para mãe e filho, recomendar afastamento temporário dos locais associados ao acidente e agendar nova visita em trinta dias para reavaliar sintomas.
conduzir entrevista de avaliação de risco, pactuar plano de segurança para a mulher e rede de apoio, iniciar sessões de terapia focada no luto traumático e solicitar à equipe de referência escolar acolhimento psicossocial para o filho.
O uso de mindfulness não é recomendado para pacientes com altos níveis de queimaduras.
Certo
Errado
Em seus estudos sobre Psicologia Hospitalar, Mendes (2020) aborda a temática dos cuidados paliativos em situações de terminalidade. Considerando essa abordagem de intervenção, assinale a alternativa INCORRETA.
Tem por objetivo aliviar a dor e demais sintomas que causem sofrimento ao paciente terminal.
Entende que a autonomia do paciente pode colocá-lo em sofrimento emocional, e busca evitar reflexões sobre seus deveres e responsabilidades.
Avalia que a perspectiva terapêutica centrada na integralidade do sujeito por vezes é conflitante com uma perspectiva centrada no tratamento da doença.
Brinda apoio à família do paciente, no sentido de que esta possa lidar melhor com a doença de seu ente querido ou com o luto após sua morte.
Permite integrar aspectos socioculturais e espirituais ao cuidado do paciente.