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Durante seu plantão em uma Unidade de Terapia Intensiva, uma psicóloga hospitalar é acionada para atender a família de um paciente em estado grave, intubado e sem previsão de melhora. A equipe médica já comunicou à família o prognóstico reservado. A esposa do paciente manifesta sentimentos de culpa, raiva e medo, e solicita “respostas mais concretas” sobre a evolução clínica do marido.
Com base na obra de B. W. Romano (2001), essa situação exige do psicólogo
o encaminhamento imediato da família ao serviço de psiquiatria, dado que reações como raiva e culpa diante de situações extremas demandam prescrição de medicação que não cabe à psicologia hospitalar autorizar.
a mediação da comunicação entre equipe médica e família, atuando como facilitador do vínculo, acolhendo emoções, escutando demandas e promovendo suporte diante da vivência de perda iminente.
a explicação clara sobre os protocolos médicos e o quadro clínico do paciente, para garantir que a família tenha informações suficientes para compreender tecnicamente a gravidade da situação.
a intervenção com foco na resignação emocional da família, utilizando técnicas de dessensibilização para reduzir o impacto emocional da possibilidade de morte do paciente sobre os familiares.
a delimitação de sua atuação ao paciente, considerando que o cuidado psicológico aos familiares extrapola os limites éticos da psicologia clínica hospitalar em caso de paciente internado em unidade de terapia intensiva.