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Analise o caso descrito a seguir e assinale a opção INCORRETA.
Anastácia, 46 anos, ensino fundamental incompleto, dona de casa, moradora da periferia de Parnaíba, trabalha como faxineira uma vez na semana no centro da cidade. Há seis meses, vem sentindo cansaço, fraqueza, sem ânimo para as atividades diárias e perdeu nove quilos em quatro meses. Não consegue dormir direito. Procurou o posto da ESF de seu bairro e conseguiu ser consultada no mesmo dia. Chorou durante a entrevista com a enfermeira, relatando problemas com o marido que perdeu o emprego há oito meses e que voltou a beber demais. Relatou também saudades do filho que não vê há dez meses, porque ele mora em Brasília, onde trabalha e tem uma vida muito difícil.
A paciente apresenta comprometimento funcional, com prejuízo de sua vida pessoal, familiar e laborativa, devendo ser encaminhada para um tratamento mais estruturado num dispositivo de atenção psicossocial.
O quadro de sofrimento emocional apresentado por Anastácia é uma das formas mais comuns de apresentação do sofrimento psíquico nas unidades de saúde da família.
Uma parcela significativa de pacientes com esse tipo de sofrimento tem remissão espontânea dos sintomas e apresentam melhoras quando apoiados pelas equipes.
Neste caso, a usuária apresenta reações emocionais às dificuldades da vida e há que se cuidar para não medicalizar excessivamente processos como esses.
É fundamental reconhecer o sofrimento presente, oferecendo acolhimento, apoio e tratamento, verificando a relação entre os sintomas existentes e os mecanismos fisiopatológicos de origem emocional.