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De acordo com a análise institucional, proposta por Lourau (2004), o útil ou necessário para a pesquisa e a ética da pesquisa, e de forma similar, para a intervenção e a ética da intervenção, não é a implicação – sempre presente em nossas adesões e rechaços, referências e não referências, participações e não-participações, mas a análise dessa implicação. Considerando essa afirmação, assinale a alternativa CORRETA:
A partir de 1980, a prática da psicanálise não mais parece ser o eixo central das pesquisas de Lourau, que demonstra caminhar mais sistematicamente para uma teorização do conceito de implicação, consolidado pela socioanálise.
A análise de implicação considera que o discurso somente teria legitimidade caso levasse em conta a análise das condições que permitem sua própria emergência. Este projeto deve funcionar como ideal de qualquer pensamento.
O termo implicação designa comprometimento, participação, e visa analisar o grau de ativismo, de identificação com uma tarefa ou instituição, bem como a carga afetiva investida na cooperação.
Ao considerar juízos de valor a respeito da motivação e do envolvimento em grupos ou instituições, Lourau afirma que há uma “exploração da subjetividade”, propondo o termo sobreimplicação para definir um excesso de implicação deste sujeito, sendo diametralmente oposto ao absenteísmo e ao abstencionismo.
As implicações do não-participacionista não são menos fortes do que as do participacionista. Ambas devem ser analisadas. A desafetação configura postura política de conformidade ao instituído e a participação contestatória é uma atitude ética instituinte.