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“Poderes e prozacs são artefatos de uma mesma cultura em...

“Poderes e prozacs são artefatos de uma mesma cultura em que todos os domínios da experiência humana estão sendo radicalmente alterados. Ao mesmo tempo que é possível reconstruir e remodelar corpos ao gosto do cliente, providencia-se para que sua alma seja aquietada com produtos psicofarmacológicos” (VORRABER, Marisa. A educação na cultura da mídia e do consumo. Lamparina: Rio de Janeiro, 2009, p.62).

Esses fenômenos vêm sendo estudados por diversos autores nas áreas da Psicologia Social e Psicologia Educacional

e se articulam:


A

aos impactos das novas mídias, ao desmonte das escolas com o espaço formador de saber e à resistência das comunidades locais diante da globalização;


B

à reconfiguração dos modelos familiares, aos apelos do marketing cultural e à ascensão dos discursos religiosos alternativos;


C

à comodificação dos sujeitos nas relações de trabalho, ao conservadorismo das famílias e à desvalorização do individualismo;


D

à dissolução das estruturas referenciais tradicionais, à valorização do corpo como suporte identitário e à globalização do capitalismo;


E

à colonização dos relacionamentos pela mídia, ao consumismo exacerbado e aos conflitos bélicos internacionais.