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Conforme Passos & Souza (2011), a Redução de Danos (RD) vem se consolidando como um importante movimento nacional, impulsionando a construção de uma política de drogas democrática. A construção de uma política de Redução de Danos deve ser analisada a partir da interface entre o processo nacional de abertura política e a construção de uma política global de “guerra às drogas”. Nesse sentido, assinale a afirmativa INCORRETA.
A RD foi, ao longo dos anos, se tornando uma estratégia de produção de saúde alternativa às estratégias pautadas na lógica da abstinência, incluindo a diversidade de demandas e ampliando as ofertas em saúde para a população de usuários de droga.
O objetivo da RD deve ser reduzido à prevenção de DST/AIDS, da mesma forma que o objeto de intervenção desse movimento se reduz a um confronto com a justiça.
O modo como o movimento da RD foi se organizando permitiu que singularidades locais fossem inseridas numa rede de interação nacional e internacional. Podemos dizer que as associações de redução de danos são como nós de uma rede.
Observa-se, na experiência de gestão da RD, que muitos usuários de drogas abandonam ou diminuem o uso de drogas quando experimentam um contexto no qual se sentem acolhidos.
A criação de redes de cooperação altera a relação com as drogas à medida que delimita um território existencial para os usuários de drogas.