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O conceito de coletivo tem sido frequentemente utilizado, seja no âmbito da psicologia, seja no âmbito da sociologia, para designar uma dimensão da realidade que se opõe a uma dimensão individual. Entendido desta maneira, o coletivo se confunde com o social, sendo representado através de categorias como Estado, Família, Igreja, Comunidades, Povo, Nação, Massa ou Classe e investigado no que diz respeito à dinâmica de interações individuais ou grupais (Escóssia & Kastrup, 2005. Nesse sentido, pode-se afirmar que:
Este modo de apreensão do coletivo/social deriva de uma abordagem dicotômica da realidade característica das ciências modernas, cujo efeito, dentre os mais visíveis, é a junção dos objetos e dos saberes.
O principal traço de semelhança do indivíduo moderno é a relação de oposição que este mantém com a sociedade.
O coletivo não pode ser entendido como rede social, mesmo que se garanta o princípio da heterogeneidade do social, assim como de toda e qualquer entidade, seja ela um indivíduo, uma comunidade, um texto ou um objeto técnico.
A noção de sociedade como reunião de indivíduos é totalmente aceita, uma vez que esta é composta não apenas de indivíduos, mas de uma infinidade de materiais heterogêneos.
Toda entidade é uma rede, e todas as entidades são coextensivas e indiscerníveis das redes de que participam.