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Existem inúmeros psicólogos atuando com adolescentes na rede pública de saúde do país. Entretanto, até o momento, não há uma normatização ou organização comum ao funcionamento e às possibilidades dessa assistência (Conselho Federal de Psicologia, 2002). Nesse sentido, é correto afirmar que:
O aconselhamento é uma prática de promoção de saúde que favorece uma reflexão do indivíduo, tornando-o sujeito passivo do processo de prevenção e cuidado de si.
O atendimento psicoterápico em saúde pública está na dependência da demanda espontânea do adolescente e/ou solicitação de outros profissionais, podendo ser de longa ou curta duração. Entretanto, é mais comum o estabelecimento de processos de longa duração.
O psicólogo deve ter clareza sobre o que pretende com o grupo e como este será operacionalizado, sob pena de não ter seu objetivo alcançado e colocar-se num clima de confusão e mal entendido. Quando se trata de trabalhos com adolescentes, isto pode ser ainda mais comprometedor, uma vez que, para eles, o psicólogo representa uma figura que detém o saber e coordena o grupo, o que por si só já acarreta resistências e críticas.
O maior desafio é fazer com que o jovem se perceba vulnerável frente às DST. O papel do psicólogo é de determinar o processo de reflexão e de tomada de decisão pelo adolescente.
Para reconhecer se o adolescente está sendo vítima de violência, o psicólogo deve estar atento somente ao comportamento deste, não levando em consideração o comportamento dos pais ou cuidadores da família.