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Maria, mãe de Pedro, de 7 anos, acredita que bater no filho como forma de disciplina é um direito dos pais e que isso ajuda a educar a criança. Após uma discussão em que Maria aplica chineladas nas nádegas de Pedro, vizinhos denunciaram o caso ao Conselho Tutelar. Com base na Lei no 13.010/2014 (Lei Bernardo Boldrini), assinale a alternativa correta.
Maria deverá ser criminalizada, pois a prática de castigos físicos de qualquer natureza contra crianças é interpretada como violação de direitos humanos.
A Lei no 13.010/2014 se aplica somente a agentes públicos executores de medidas socioeducativas, e não aos responsáveis pela criança.
O Conselho Tutelar poderá aplicar medidas protetivas, incluindo orientação a Maria sobre formas não violentas de disciplina.
Maria não será responsabilizada pela sua conduta, pois a intenção do ato é de natureza disciplinar, e não agressiva.
A Lei no 13.010/2014 não se aplica a este caso, pois trata apenas de violência que provoque lesões físicas ou danos psicológicos significativos contra a criança.
Em um caso de negligência por parte dos responsáveis, uma criança foi afastada do convívio familiar por ordem jurídica. Assinale a alternativa que contém a medida que reflete uma aplicação adequada, nessas circunstâncias, prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente, uma vez que a criança tenha sido afastada.
Determinação de encaminhamento para adoção, com prazo de um ano para avaliação de reintegração familiar.
Aplicação de medida socioeducativa aos responsáveis, como forma de reparação pela negligência.
Prestação de serviços comunitários pelos responsáveis pelo prazo de seis meses, após os quais a criança será reinserida no meio familiar.
Acolhimento institucional da criança, com elaboração de um plano individual de atendimento voltado para a reinserção no ambiente familiar ou outra solução prevista.
Colocação da criança ou adolescente em família substituta, sem garantia do exercício do contraditório aos responsáveis.
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) estabelece direitos fundamentais e diretrizes para a proteção integral de crianças e adolescentes. Com base no ECA, assinale a alternativa que reflete corretamente a atuação do psicólogo nesse contexto:
O psicólogo deve atuar apenas em casos de infração cometida por adolescentes, não sendo necessária sua presença em instituições escolares ou de acolhimento.
O psicólogo contribui com ações de prevenção, promoção de direitos, escuta qualificada e intervenção psicossocial junto a crianças, adolescentes e suas famílias.
A atuação do psicólogo limita-se à produção de laudos e pareceres técnicos quando solicitado pelo judiciário.
Segundo o ECA, o psicólogo não pode atuar em conselhos tutelares, pois sua função é exclusivamente clínica.
O atendimento a criança ou adolescente vítima de violência sexual deve focalizar a identificação de fatores de risco e proteção, os aspectos emocionais, físicos e mentais da vítima e a ressignificação da situação de violência sexual, buscando-se compreender elementos transgeracionais, culturais, sociais e familiares.
Certo
Errado
Saviani (2020, p. 2), afirma que no contexto brasileiro de educação, as políticas educacionais, expressas nas ações conduzidas pelo Estado, caracterizam-se pela “[...] filantropia, protelação, fragmentação e improvisação”. A este respeito, sob uma perspectiva neoliberal, boa parte dos governos mínimos deslocam suas atribuições para:
Os grupos de grandes empresários(as).
As Secretarias de Educação dos Estados e Municípios.
A sociedade.
Instituições formativas.
As autarquias.


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O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) afirma que a criança e o adolescente, com absoluta prioridade, terão garantia da efetivação dos mais diversos direitos explicitados na lei. Esta garantia de prioridade compreende várias determinações e nas alternativas a seguir apenas uma está traduzida CORRETAMENTE, assinale-a.
Preferência na formulação e na execução das políticas sociais públicas, quando não se antecipar a pessoas protegidas pelo Estatuto da Pessoa Idosa.
Primazia de receber apoio psicológico e socorro sempre que as circunstâncias indicarem tal necessidade.
Precedência de atendimento nos serviços públicos ou de relevância pública.
Destinação discricionária de recursos públicos nas áreas relacionadas com a saúde, de modo geral, da criança e do adolescente.
Prioridade na alocação de vagas nas escolas públicas, desde a Educação Infantil aos níveis finais da Educação Básica.
André, de 17 anos, foi apreendido após cometer um roubo a mão armada, resultando em grave ameaça à vítima. Durante o processo judicial, ficou comprovado que ele já havia cometido outros atos infracionais graves anteriormente, com aplicação de medida socioeducativa. Tendo em vista esses dados, a medida socioeducativa indicada, conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), seria
advertência, por ser sempre a primeira opção a ser considerada para adolescentes em conflito com a lei.
prestação de serviços à comunidade, como forma de desenvolver a empatia do adolescente e compensar os danos causados à sociedade.
liberdade assistida pelo período máximo de 6 meses, para que André permaneça no convívio familiar enquanto recebe o necessário acompanhamento psicossocial.
semiliberdade pelo período de três meses, como forma de transição para o meio fechado, por se tratar de conduta grave reincidente.
internação em estabelecimento educacional, por se tratar de um ato infracional cometido com grave ameaça à pessoa e pela reiteração de infrações graves.
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) define que é dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos da criança e do adolescente. Apenas uma das alternativas listadas a seguir traduz, no âmbito do poder público, como deve se dar a garantia desta prioridade.
Preferência no atendimento na rede de atenção básica à saúde, UBS, CAPS, CREAS, SUAS etc.
Primazia de receber proteção e primeiros socorros nos atendimentos de emergência.
Precedência de atendimento nos serviços públicos em relação a adultos e idosos.
Preferência na formulação e na execução das políticas públicas de esporte, lazer e cultura.
Destinação privilegiada de recursos públicos nas áreas relacionadas com a proteção à infância e à juventude.
A partir do Estatuto da Criança e do Adolescente, qual alternativa apresenta alguma das diretrizes da política de atendimento dos direitos da criança e do adolescente?
Criação de campanhas de estímulo ao acolhimento sob forma de guarda de crianças e adolescentes afastados do convívio familiar e à adoção.
Integração operacional de órgãos do Judiciário, Ministério Público, Defensoria, Segurança Pública e Assistência Social, preferencialmente em um mesmo local, para efeito de agilização do atendimento inicial a adolescente a quem se atribui autoria de ato infracional.
Proteção jurídico-social por entidades de defesa dos direitos da criança e do adolescente.
Manutenção das políticas sociais básicas.
A respeito do acolhimento de crianças e adolescentes, assinale a alternativa que apresenta fator(es) determinante(s) para o sucesso do acolhimento institucional na promoção do desenvolvimento psicológico e psicossocial saudável desses indivíduos.
Duração curta do acolhimento institucional, independentemente da qualidade do ambiente oferecido.
Manutenção de laços significativos com a família de origem, sempre que possível, e suporte emocional oferecido pelas instituições de acolhimento.
Ausência de contato com a família de origem para evitar confusões emocionais nas crianças e adolescentes.
Ênfase em atividades educativas e recreativas, visto que ocupar o tempo substitui o suporte emocional necessário para os acolhidos.
Substituição completa da figura parental pela equipe técnica da instituição de acolhimento.


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Elisa tem 9 anos e nunca foi à escola pois seus pais têm muitos filhos e não matriculam todos na rede escolar. Essa dinâmica chegou ao conhecimento do Conselho Tutelar que encaminhou a família para a escola a fim de que a menina começasse imediatamente a estudar.
Com relação à hipótese descrita, assinale a afirmativa correta.
O Conselho Tutelar não pode determinar a matrícula de Elisa, pois essa atribuição é do Juiz da Infância.
A dinâmica vivida por Elisa se caracteriza como uma negligência educacional.
A hipótese traz à baila uma forma de violência psicológica contra a criança.
A matrícula na rede escolar só pode acontecer após oitiva do Ministério Público.
As medidas de proteção à criança e ao adolescente são aplicáveis sempre que os direitos reconhecidos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) forem ameaçados ou violados. Portanto, de acordo com as medidas específicas de proteção apontadas no ECA, assinale a alternativa CORRETA.
Tais medidas devem ser aplicadas apenas isoladamente, podendo ser substituídas a qualquer tempo.
O acolhimento institucional é uma medida provisória e excepcional, utilizável como forma de transição para reintegração familiar ou, não sendo esta possível, para colocação em acolhimento familiar, não implicando privação de liberdade.
Dentre as medidas que podem ser determinadas, há a opção de responsabilidade parental, na qual a intervenção deve ser efetuada de modo que os pais assumam os seus deveres para com a criança e o adolescente.
Crianças e adolescentes somente poderão ser encaminhados às instituições que executam programas de acolhimento institucional, governamentais ou não, por meio de uma Guia de Acolhimento, expedida pela autoridade judiciária.
Intervenção mínima é um dos princípios para aplicação de tais medidas, de modo que a intervenção das autoridades competentes deve ser efetuada logo que a situação de perigo seja conhecida.
São órgãos colegiados de participação paritária do governo e da sociedade civil, responsáveis por elaborar as normas gerais da política nacional de atendimento dos direitos da criança e do adolescente, fiscalizando e avaliando as ações na sua esfera de competência territorial:
Conselhos Tutelares.
Conselhos do SUSFUNDEB (Fundo de Educação e Saúde Públicas).
Conselhos de Inclusão Infanto-juvenil.
Conselhos de Direitos de Crianças e Adolescentes.
Em consonância com o artigo "25 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente: História, Política e Sociedade" (2016), de Marco Antônio de Souza, analise a sentença abaixo:
O profissional da Psicologia deve compreender a implantação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) ao longo do período de tempo que se inicia com a sua edição em 1990 até os dias de hoje. Em meados dos anos 80, o regime autoritário estava vivendo seus estertores, e o processo de democratização ganhava velocidade. Havia situações de avanço político com a retomada dos movimentos sociais, alguns deles de caráter popular, além do fortalecimento das lutas sindicais e o surgimento de organizações novas ligadas aos antigos grupos cristãos, destacando-se as Comunidades Eclesiais de Base (1ª parte). Finalmente, protagonizava-se a efervescência das discussões em torno da ideia de bem-estar social, o que sinalizava a necessidade de redefinir o papel do Estado no que dizia respeito aos projetos sociais, de preferência em parceria com as organizações não governamentais (ONGs) (2ª parte). A culminância dos debates sociais ganharia contornos detalhados na promulgação dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM). Foi exatamente nesse cenário de reconstrução da democracia que surgiu a proposta que originaria mais adiante o ECA (3ª parte).
Quais partes estão corretas?
Apenas a 1ª parte.
Apenas a 2ª parte.
Apenas a 1ª e a 2ª partes.
Apenas a 1ª e a 3ª partes.
Todas as partes.
O art. 60 da Lei n.º 8069/90, (Estatuto da Criança e do Adolescente), define regras para o trabalho realizado por menores de 18 anos. Considere os itens e marque a alternativa correspondente.
I- É proibido qualquer trabalho para menores de 18 anos, pois afetará seu acesso e frequência obrigatória ao Ensino Regular.
II- É possível a realização de trabalhos educativos para menores de 18 anos, caso em que as exigências pedagógicas prevalecem ao aspecto produtivo.
III- Não são asseguradas garantias trabalhistas e previdenciárias à pessoa na condição de adolescente.
IV- É proibido ao adolescente trabalho noturno.
Apenas I, III são corretos.
Apenas I, IV são corretos.
Apenas II, III são corretos.
Apenas II, IV são corretos.


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O Estatuto da Criança e do Adolescente, estabelece em seu Art. 63 que a formação técnico-profissional obedecerá aos seguintes princípios:
I. Garantia de acesso e frequência obrigatória ao ensino regular.
II. Atividade compatível com o desenvolvimento do adolescente.
III. Horário especial para o exercício das atividades.
IV. Frequência de 50% nas atividades do ensino regular e os outros 50% na formação técnico-profissional.
V. Horário estabelecido para a formação profissional.
Estão CORRETAS:
II, III, IV apenas.
I, III, IV apenas.
III, IV, V apenas.
I, II, III apenas.
I, II, III, IV, V.
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), em seu artigo 131, define a função principal do Conselho Tutelar, que é um órgão responsável por:
assegurar o cumprimento das medidas socioeducativas para crianças e adolescentes
encaminhar pais ou responsáveis para o Ministério Público
zelar pelo cumprimento dos direitos das crianças e dos adolescentes
garantir o direito ao trabalho, à saúde e à dignidade
Uma psicóloga avalia a qualificação do casal Joana, de 43 anos, e Luís, de 50 anos, para ingresso no Cadastro Nacional de Adoção (CNA). Nessas circunstâncias, segundo Chaves, Silva e Frizzo (em Hutz, 2020), a psicóloga deverá
fazer uma extensa avaliação da personalidade dos pretendentes, dado que a idade do casal configura uma adoção tardia.
ponderar se os pais se apresentam como suficientemente bons, capazes de cuidar da criança e de oferecer a ela um lugar configurado com limites.
ater-se ao protocolo estabelecido para esse tipo de avaliação, a fim de manter a homogeneidade de procedimentos por diferentes profissionais.
evitar fazer perguntas íntimas, dado que a motivação para a parentalidade é um dado assegurado pela disponibilidade do casal para adotar uma criança.
realizar uma entrevista para a qualificação do casal, dado que se trata apenas de cadastramento e não de adoção propriamente dita.
Contamos com pouco mais de 30 anos de existência no Brasil do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Ao longo desses anos a Psicologia tem contribuído na luta pela implementação do ECA, trata-se de uma luta ainda presente nos movimentos atuais da Psicologia. Considere as afirmações que abordam temas atuais sobre o ECA e a participação da Psicologia no seu fortalecimento:
I) O ECA surgiu como um mecanismo de despenalizar a pobreza e de não culpabilizar as crianças sob a situação de abandono, de marginalização e de desassistência estatal vividas por elas.
II) O movimento da Psicologia brasileira, sob a representação do Conselho Federal de Psicologia (CFP), se mostra favorável às propostas de redução da maioridade penal pois a temática traduz um problema estrutural da sociedade brasileira que carece de medidas urgentes para o seu solucionamento.
III) As intervenções frente à violência sexual devem manter o foco principalmente nos arcos de ação junto a pessoas e famílias uma vez que é no contexto familiar que ocorrem os maiores números de violência sexual contra crianças e adolescentes.
IV) A psicologia contém na sua literatura uma extensa gama de protocolos de orientação parental e educação de habilidades socioemocionais para crianças e adolescentes baseados em evidências que apontam para a efetividade de práticas educativas não-violentas.
Estão corretas:
I, II, IV
II, III, IV
I, IV
I, II, III.
Todas as alternativas.
Recentemente a legislação brasileira incorporou avanços no que ser refere às políticas públicas de atenção à mulher. Destaca-se neste aspecto, que, em 2023, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) foi alterado para determinar que o poder público tenha a incumbência de
contratar, via concurso público, psicólogas como servidoras permanentes de todas as entidades públicas e privadas que envolvam o atendimento à mulher.
proporcionar assistência psicológica à gestante e à mãe, no período pré e pós-natal, inclusive como forma de prevenir ou minorar as consequências do estado puerperal.
ampliar as parcerias com o setor privado, para garantir atendimento em clínicas psicológicas, de acordo com o direito de escolha da mãe, para atendimento a ela e ao filho que tenham sido vítimas de violência doméstica.
criar serviços de atendimento psicossocial, com ênfase no tratamento psicoterapêutico, para mulheres que tenham sido submetidas ao aborto legal.


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