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Cimino e Leite (2016), ao retomarem a experiência psicológica em contextos ambulatoriais e de policlínicas de saúde em uma realidade do Nordeste Brasileiro, salientam que se torna fundamental a ampliação das intervenções psicológicas, a partir de um olhar para a dimensão coletiva do sofrimento associada a uma preocupação ético-política das práticas psicológicas, perspectiva não privilegiada na formação acadêmica tradicional. Algumas preocupações ganham destaque acerca da consistência dos processos avaliativos em Psicologia. Atenta-se à qualidade da formação em avaliação psicológica, ao conteúdo das disciplinas, ao uso e à validação dos testes psicológicos, à integração ensino-aprendizagem e à aplicação dos testes psicológicos à prática profissional. Associado a isto, somam-se preocupações sobre o mau uso e a elaboração de laudos psicológicos, que podem assim estigmatizar o paciente sem uma fundamentação teórica consistente (PATTO, 1998).
Sobre os princípios norteadores para a elaboração de documentos em Psicologia, é correto afirmar que
dentre os princípios éticos que sustentam o compromisso social da Psicologia, o psicólogo apoiará seu trabalho na premissa de que a demanda, tal como é formulada, deve ser compreendida como efeito de uma situação linear, simples e de baixa complexidade.
há uma ênfase no cuidado do psicólogo, nas suas relações com a pessoa atendida, no sigilo profissional, nas relações com a justiça e no alcance das informações, baseado no compromisso de divulgação coletiva das informações presentes nos documentos.
sempre que o trabalho exigir, sugere-se uma intervenção sobre a própria demanda e a construção de um projeto de trabalho que deve apontar para o endosso dos condicionantes, que provocam o sofrimento psíquico e sustentam condições de dominação e segregação.
os princípios éticos norteadores da elaboração de documentos devem estar associados à prestação de serviço responsável pela execução de um trabalho de qualidade, a partir da congruência entre queixas e demandas institucionais e apresentações subjetivas da pessoa atendida.
se torna imperativa a recusa, sob toda e qualquer condição, do uso das estratégias psicológicas, nos diversos contextos de intervenção do psicólogo, para sustentar modelos institucionais e ideológicos que mantenham a marginalização dos diferentes modos de subjetivação.