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Em psicopatologia, uma análise do funcionamento das funções psíquicas é útil para se compreender a evolução dos quadros psicopatológicos, embora a separação dessas funções seja um procedimento essencialmente artificial. De acordo com Dalgalarrondo (2008), no que se refere ao estudo analítico das funções psíquicas, é correto afirmar que
há sempre certas funções psíquicas que se mantêm preservadas em um quadro psicopatológico, de modo que a pessoa não adoece na sua totalidade.
alterações da Consciência relacionam-se mais às alterações do Pensamento, da Memória e da Linguagem, enquanto alterações da Sensopercepção são geralmente mais associadas à alteração do Juízo da Realidade.
a pessoa adoece na sua totalidade, ainda que as funções psíquicas funcionem de maneira isolada uma da outra.
considerando-se que uma pessoa não adoece na sua totalidade, então o estudo das funções psíquicas separadamente pode ser útil para se compreender como verdadeira a capacidade de o indivíduo julgar adequadamente a realidade.
é sempre a pessoa na sua totalidade que adoece, pois não existem funções psíquicas isoladas e alterações psicopatológicas compartimentalizadas desta ou daquela função.