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Durante a colonização, o colonizado não para de se libertar entre as nove horas da noite e as seis da manhã.
FANON, Frantz. Os condenados da terra. Juiz de Fora: Ed UFJF, 2005, p. 69.
Com essa afirmação, o autor faz uma observação sobre a posição subjetiva do colonizado que diz respeito
ao sonho daquele que é oprimido violenta e diariamente, mas mantém a memória da liberdade.
às lutas clandestinas articuladas pelos grupos revolucionários de libertação em nações onde prevalecem administrações capitalistas globalistas.
à condição de exaustão do trabalhador cuja exploração se faz no limite físico e, portanto, dormindo se livra do cansaço e recupera forças para manter-se vivo e produtivo.
às práticas culturais das populações colonizadas que se manifestam nas festas e nas práticas religiosas realizadas durante as noites e as madrugadas.
ao estudante trabalhador que, para manter-se em condições de empregabilidade e competitividade no mercado de trabalho, concentra suas forças no estudo noturno.