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O mito da Modernidade
A modernidade, no pensamento romântico eurocentrado, é uma emancipação, uma saída da imaturidade que, pela razão, proporciona um novo desenvolvimento do ser humano.
A segunda visão de modernidade consiste em uma determinação fundamental de o mundo moderno ser o centro da história mundial. Dessa forma, o “centro” da história mundial constitui, pela primeira vez, as outras culturas como periferias.
DUSSEL, Enrique. Europa, Modernidade e eurocentrismo. LANDER, Edgardo. A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais. Perspectivas latinoamericanas. Buenos Aires, Argentina: CLACSO, 2005.
Sobre essas concepções de modernidade há uma crítica opositiva realizada por Enrique Dussel, citado por Lander (2005), que se expressa como
Necessidade de desconstrução desse paradigma, introduzindo elementos helenísticos, egípcios e semitas na raiz das construções identitárias do pensamento moderno, deslocando o centro imaginário eurocentrado para suas verdadeiras origens.
uma transmodernidade, um projeto mundial de libertação no qual a alteridade se realiza em fecundidade com a modernidade, formando nova potência criadora.
revisão dos métodos violentos e irracionais empregados na subordinação e na exploração dos povos colonizados. Essa revisão implica uma grande contabilidade de valores expropriados e de reparações pelos danos perpetrados pela violência das metrópoles.
apontamentos que revelam essa modernidade como um mito perverso, visto que houve, preponderantemente, apropriação dos bens das colônias para a manutenção de uma aparente superioridade racional.
dívida e reconhecimento. Dívida pelo Iluminismo que retira todos os povos do obscurantismo religioso e propicia o desenvolvimento científico, que deve ser reconhecido como nova equação para a salvação dos povos dominados pela miséria, improdutividade e brutalidade.