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A Colonialidade do Poder, segundo Anibal Quijano (2005), citado por Lander (2005), propicia os discursos de sustentação do Capitalismo Mundial que, para se desenvolver, se vale
da reorganização do antigo mercantilismo, introduzindo novas mercadorias e tecnologias às populações europeias e excluindo dos mercados consumidores todas as populações vinculadas ao capitalismo rentista.
da criação de novas formas de controle de subjetividades subalternas e de seus símbolos, das culturas secundarizadas, do conhecimento e de sua produção de saberes não autorizados.
de guerras sangrentas e pontuais contra os poderes locais de cada povo, do sufocamento de rebeliões, do extermínio explícito de indígenas e das políticas de encarceramento em massa da juventude nos países subdesenvolvidos.
do desmonte cultural, com ataques contra as práticas identitárias religiosas, linguísticas e de organização familiar dos povos pré-capitalistas.
do controle dos recursos de matéria-prima, dos trabalhadores, dos salários, do comércio global de mercadorias e do poder de compra dos consumidores. As relações de autoridade, a exploração do trabalho e a subordinação política atingem, assim, todos os povos colonizados, subalternizando alguns como sujeitos de segunda classe e desumanizando outros, com todos esses mecanismos se articulando em torno do capital.