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Desde a terceira revisão do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais da Associação Psiquiátrica Americana (DSM – III), houve um abandono da noção de “psicose” enquanto categoria que designava uma classe de patologias diferente da “neurose”.
Essa inflexão representou uma mudança de paradigma, cujo efeito foi
o fortalecimento de uma perspectiva complexa e psicodinâmica que articula os discursos da psiquiatria biológica, da teoria cognitivo comportamental e das neurociências.
o estabelecimento de definições dos distúrbios que contemplam os fatores culturais, históricos, socioeconômicos e políticos na descrição das características clínicas.
a redução do número de categorias diagnósticas baseadas em pressupostos ateóricos que se norteiam pelo paradigma biológico.
o enfraquecimento da descrição das doenças mentais apoiada nos pressupostos psicodinâmicos em favor de uma abordagem fisicalista da patologia mental.
a consolidação do movimento de normalização do sofrimento humano articulado ao processo de desmedicalização da existência.