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A confecção de documentos psicológicos no contexto das Varas de Família deve seguir certas orientações a fim de evitar equívocos e distorções que prejudiquem a convivência familiar e a tomada de responsabilidade dos genitores e responsáveis em relação à criança ou ao adolescente.
Recomenda-se tecnicamente:
o uso de termos, expressões e conceitos que são específicos da psicologia;
a reprodução de frases ditas pelos sujeitos para provar a veracidade do que está sendo apresentado no documento psicológico;
a colheita do depoimento e a descrição literal do que foi relatado e observado do sujeito;
a descrição pormenorizada de todas as informações que foram colhidas ao longo do atendimento;
a elaboração de conclusões psicológicas, e não jurídicas, mas podendo relatar contraindicações psicológicas à obtenção da guarda por parte de um dos responsáveis.