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Uma mulher de trinta anos apresenta um comportamento de automutilação e já tentou se matar, tomando comprimidos em excesso, em três ocasiões diferentes, sempre após o rompimento de algum relacionamento amoroso. Tem muita dificuldade de controlar a raiva, o que acabou provocando alguns episódios críticos no ambiente de trabalho. Queixa-se de sentimentos de vazio e de se sentir perseguida no ambiente familiar.
Durante a discussão desse caso em uma equipe, um profissional levanta a hipótese de que a paciente tem um transtorno de personalidade borderline. Esta hipótese está correta porque a paciente
apresenta uma expectativa ansiosa, um comportamento de esquiva e crises de violência imotivadas.
utiliza mecanismos de defesa primitivos, demonstra embotamento afetivo e incapacidade para estabelecer vínculos.
exibe raiva intensa e inadequada, comportamento de automutilação e comportamento suicida recorrente.
tem um estilo pessimista para explicar os acontecimentos, masoquismo moral e alexitimia.
demonstra escrúpulos e inflexibilidade excessivos, devotamento exagerado ao outro e sintomas egossintônicos.