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Em sua apresentação sobre o campo grupal, Barros (1997)...

Em sua apresentação sobre o campo grupal, Barros (1997) advoga por uma perspectiva chamada dispositivo-grupo. Segundo a autora, essa perspectiva se identifica com as ideias do filósofo Gilles Deleuze, que se perguntaria se as linhas de subjetivação não seriam a borda extrema de um dispositivo, ou seja, o caminho de passagem a outro dispositivo. Para a autora, o dispositivo grupo poderia incidir exatamente onde a linha de subjetivação-indivíduo aparece. Tais afirmações possuem importância no entendimento do trabalho grupal possível em saúde. Assim, assinale a alternativa correta no entendimento da autora das possibilidades dessa conceituação grupal.


A

A atividade grupal pode tensionar não apenas espaços existenciais, mas fantasmáticos das impossibilidades e dos interditos culturais às formas de sofrimento.


B

O campo grupal, apesar de ser aberto por definição, possibilita a captação de um mundo das margens, mas material, sempre conectado à existência.


C

O grupo é um espaço “entre” dois planos, o do sujeito e o do social, o primeiro, que modifica e generaliza e o segundo que realiza e controla as variações.


D

No trabalho grupal estabelecem-se conexões não apenas entre pessoas diferentes, como também entre modos de existencialização diferentes, ampliando o campo de confrontos e de interrogações, criando fossos onde antes estava cimentado.


E

O estar frente a outros pode disparar movimentos inesperados porque é o desconhecido- não só enquanto experiência, mas como modo de ataque/defesa que pode ocupar o campo grupal.