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De acordo com Spink (1999), no cotidiano de nossas vidas, somos, de fato, produtos de nossa época e não escapamos das convenções, das ordens morais e das estruturas de legitimação. A pesquisa construcionista em Psicologia Social é um convite a examinar essas convenções e entendê-las enquanto regras socialmente construídas e historicamente localizadas.
Nesse sentido, é incorreto afirmar:
O construcionismo incorpora a noção de que os critérios e conceitos por nós utilizados para descrever, explicar, escolher entre as opções que se apresentam são construções humanas, produtos de nossas convenções, práticas e peculiaridades.
A adoção da perspectiva construcionista exige um esforço de desconstrução de noções profundamente arraigadas na nossa cultura. Essas noções convidam a investigar e a refletir sobre as bases históricas e culturais das variadas formas de construção do mundo.
O construcionismo convida a refletir sobre os modelos mentais construídos em bases historicamente determinadas e a compreender os valores morais e éticos, aceitando-os na dinâmica das relações humanas.
A adoção da perspectiva construcionista nos impõe a necessidade de explicar nossas posições e de participar ativamente do processo de transformação social, a partir de nossos posicionamentos políticos e éticos.