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Sobre a práxis peripatética, Lancetti (2006) afirma: “Nas nossas experimentações realizadas no território forjamos o conceito de complexidade invertida” (p.107). O autor também explica que:
I No sistema de saúde existe uma hierarquização que pode ser descrita da seguinte forma: os processos simples [...] enfim, todas aquelas ações desenvolvidas em unidades básicas de saúde, situadas no bairro onde as pessoas moram, são procedimentos simples, de baixa complexidade. Os procedimentos realizados em centros cirúrgicos e hospitais de grande porte [...] são procedimentos de alta complexidade.
II Na saúde mental ocorre exatamente o contrário: os procedimentos realizados do outro lado do muro do hospital psiquiátrico e nas enfermarias ou nos pátios e as atividades desenvolvidas nas clínicas de drogados são procedimentos simples e tendem à simplificação. Ações de saúde que ocorrem no território geográfico e existencial, onde o sujeito vive, em combinação com componentes de subjetividade, são ações complexas.
III É preciso substituir o conceito de contenção pelo de continência. Essa ideia é fundamental. É bem mais complexo suportar a crise com contato físico, com presença e firmeza e fundamentalmente sem a clausura que implica trancar alguém. É também complexo, porque as equipes são obrigadas a praticar a democracia psíquica.
Sobre os itens acima, pode-se dizer que:
Apenas I está correto.
Apenas I e II estão errados.
I, II e III estão corretos.
Apenas II e III estão errados.
Apenas III está correto.