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Flávia Biroli (2018) dedica uma parte de seu trabalho ao cuidado, muito embora revele que o cuidado está longe de ser um tema com alguma centralidade nos estudos teóricos e empíricos sobre democracia. Considerando o texto da autora é correto afirmar que:
A disponibilidade e os padrões de distribuição de recursos materiais e tecnológicos incidem diretamente no cuidado das crianças apenas. As formas que a vulnerabilidade assume em condições de doença e na velhice não importam.
Uma perspectiva ética fundamentada no cuidado e na interdependência jamais permitiria avaliar o caráter da democracia.
O acesso desigual aos cuidados necessários e a posição de quem cuida não contrapõem dimensões de igualdades de gênero, classe e raça.
A necessidade de cuidado pode ser pensada como parte do cotidiano das pessoas. O cuidado pode ser significado e organizado de formas profundamente diversas.
Os recursos disponíveis para atender às necessidades de cuidados não são aspectos que determinam as diferenças nos modos como certos momentos e certas condições de vulnerabilidades são vividos pelas pessoas nas comunidades das quais fazem parte.