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Heliana Conde Rodrigues, no texto “Caixa de Ferramenta para uma atitude Histórico-Crítica na pesquisa intervenção”, percorre, ao lado de Michel Foucault, parte de um pensamento crítico sobre o modo com que se enfrenta o conceito de história, denominado “criticismo sem renúncia”. Tal pensamento produz um modo inseparável de teoria e prática que, por sua vez, gera meios interventivos implicados na própria intervenção. Sobre esse modo, Rodrigues diz que:
O “criticismo sem renúncia”, afirmado por Foucault, é a crítica ao modo que o sujeito em sofrimento busca o “saber psi”: sempre faltante.
Há uma inseparabilidade entre interventores e intervenção. Ao “vir-entre” instituições, o intuito é produzir uma desnaturalização de modos de pensar, agir e ser, por exemplo, de coletivos ou mesmo de agentes envolvidos em processos terapêuticos.
A intervenção pensada, a partir dessa lógica, busca a base na genealogia foucaultiana e se baseia nas “causalidades de base”.
Está centrado no sujeito, um sujeito ontológico e potente responsável pela produção de sua existência.
Intervir, neste modo, libera fluxos inesperados, produzindo uma pesquisa aberta despreocupada com os resultados.