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“A Reforma Psiquiátrica Brasileira, nos últimos anos, vem avançando no que se refere à reformulação da atenção em Saúde Mental, desconstruindo conceitos e práticas baseadas no isolamento e na exclusão dos sujeitos em sofrimento psíquico.” Assim inicia o artigo intitulado “Apoiador matricial: uma possibilidade de promover a interdisciplinaridade entre profissionais de saúde”, de Cunha e Yasui (2011). Sobre a organização das ações de saúde mental na atenção básica, os autores afirmam que:
A atenção básica considera o sujeito em sua singularidade, complexidade, integralidade e em sua inserção sociocultural e busca a promoção de sua saúde, a prevenção, o tratamento de doenças e a redução de danos ou de sofrimentos que possam comprometer suas possibilidades de viver de modo saudável.
A implantação, expansão e qualificação do apoio matricial não são desafios para a gestão da Política de Saúde Mental do país, nem mesmo a garantia de acessibilidade à atenção.
Nos municípios onde existem CAPS, o acompanhamento das equipes da atenção básica não tem sido organizado e realizado a partir desses serviços, visto que os CAPS estão referidos unicamente nas Políticas de Saúde Mental.
Não existem ações sistemáticas sendo desenvolvidas na atenção básica em todo país, com apoio de profissionais de saúde mental.
Uma política efetiva de formação continuada que envolva tanto as equipes de saúde mental como as da atenção básica jamais deverá ser uma prioridade, caso se queira dar conta, de fato, da integralidade do sujeito.