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O conceito de saúde apresenta diversas perspectivas conceituais, que permeadas por uma dada compreensão de subjetividade, podem nortear a prática na assistência pelos psicólogos e psicólogas na área da saúde. MORI e REY (2012) apresentam uma discussão sobre o tema, indicando algumas dessas perspectivas e suas contradições. Exemplificam eles:
“Um paciente com câncer, por exemplo, ao lidar com processo de adoecimento, não o faz de forma neutra por nunca haver passado por essa experiência, mas os processos subjetivos envolvidos nessa experiência se organizam de maneira diferenciada não apenas pelo momento atual da pessoa, mas também pelas diferentes representações, crenças e emoções que se organizaram em outras áreas da sua vida e se articulam com o momento do adoecimento em processos de sentido subjetivo que modificam ou não as configurações subjetivas da pessoa.” (MORI e REY, 2012, p. 146)
Assinale a alternativa CORRETA:
Nessa proposta devem ser consideradas a prevalência das manifestações intrapsíquicas na determinação da doença, pois os autores defendem uma composição essencialista da subjetividade.
A compreensão de saúde referida aqui, implica em um sujeito constituído nas tensões geradas nas relações da pessoa com o social, nas contradições em sua cultura, e com isso produz a manifestação das doenças.
A noção de saúde apresentada por essa perspectiva ratifica a necessária orientação pelas dicotomias inerentes à subjetividade humana, tais como a afetiva/cognitiva, consciente/inconsciente, e a noção de saúde/doença.
Os autores apresentam uma crítica à perspectiva da saúde e da doença que considera o sujeito produto das construções históricas e sociais, defendendo uma perspectiva científica da psicologia.