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Segundo Dockhorn, Macedo e Ribas (2014, p. 7), o uso de drogas é uma prática que esteve presente em toda a história da humanidade. Não existem evidências de nenhuma sociedade humana na qual não fosse utilizado algum tipo de substância psicoativa. Contudo, o abuso de drogas é um marco social dos tempos atuais, crescente na sociedade contemporânea e que torna alarmantes os indicadores de produção e consumo de substâncias psicoativas. Le Poulichet (1990); Melman (1992) e Petit (1990-1991) dão aportes psicanalíticos para pensar a função da droga e o sentido da montagem toxicomaníaca como uma organização defensiva, construída por causa da fragilidade da ligação entre corpo e linguagem, chamando a atenção para os determinantes sociais, assinalados por Freud em “O Mal-estar na civilização” (1930 [1929]).
Com base no fragmento de texto acima, é incorreto afirmar:
A partir da importante contribuição da Psicanálise em sua inserção no campo do uso abusivo de drogas, Torossian (2004) ressalta a necessidade de outra compreensão que não aquela a partir da qual o tratamento psicoterapêutico tem como objetivo o rápido alcance do estado de abstinência e sua manutenção.
Há unanimidade e consenso entre os autores da Psicanálise acerca do termo utilizado para se referir ao investimento sistemático no objeto droga.
É fundamental ressaltar que nem todo o encontro com a droga será uma toxicomania; conforme Le Poulichet (2005), existem lógicas distintas que permeiam a relação do sujeito com o objeto droga.
Faz-se necessária uma atitude sem preconceitos morais “para podermos reconhecer o prazer do drogar-se, [...] o que nos permite pensar o uso de drogas de uma maneira geral, sem tomá-lo necessariamente como uma patologia [...]” (GURFINKEL, 1995, p. 60).