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Serpa Junior (2006) afirma que a psicopatologia atual, na sua ambição por descrever objetivamente sinais e sintomas, de forma cada vez mais rasa e sem nuances, desconsidera a sua própria dimensão avaliativa e a subjetividade do paciente. Segundo este autor, é correto afirmar que:
toda psicopatologia traz embutida uma concepção de saúde e doença e, antes disso, uma ideia acerca do que deve estar subjacente à partilha entre o normal e o patológico.
toda atividade mental pode ser inteiramente elucidada a partir do conhecimento dos mecanismos de funcionamento do cérebro.
a psicopatologia deve entender a subjetividade como algo totalmente independente da alteridade e do mundo externo.
as expressões psicopatológicas não apresentam aspectos subjetivos e intersubjetivos.
para melhor investigação dos impasses da experiência da loucura, deve-se desconsiderar sua dimensão de sofrimento e dor moral.