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Melsert e Bock (2015) defendem que a desigualdade social brasileira deve ser assunto de extrema relevância para as teorias críticas da Psicologia. A partir do referencial sócio-histórico, as autoras afirmam que a desigualdade social não é constituída somente por uma dimensão objetiva, mas também subjetiva. Esta última dimensão é definida pelas autoras como sendo:
os conteúdos afetivos trocados entre ricos e pobres
os conteúdos imaginários de rivalidade entre ricos e pobres
as significações produzidas pelos ricos e repetidas pelos pobres
as significações produzidas pelos sujeitos que vivem essas relações divididas