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A reforma psiquiátrica é um complexo processo de transformação assistencial e cultural que vislumbra mudanças no modo como a sociedade se relaciona com a experiência da loucura, deslocando o tratamento do espaço restrito, o hospital psiquiátrico, para a comunidade, com os CAPS (CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA. Referências técnicas para a atuação de psicólogos(as) no CAPS Centro de Atenção Psicossocial. CFP, 2013). Sobre o trabalho desenvolvido nos referidos centros, é correto afirmar:
Os casos acompanhados nos CAPS são sempre complexos, pois envolvem questões sociais, fragilidade da rede de suporte do sujeito, não adesão aos tratamentos propostos, patologias e psicopatologias em outros membros da família, não sendo então indicado que se priorizem alguns casos perante os demais.
O trabalho nos CAPS deve ser desenvolvido por equipes multiprofissionais, de forma interdisciplinar, sendo que os profissionais dos diversos campos devem estar preparados para situações que demandam intervenções que possibilitem a construção de redes singulares para cada cidadão que demanda o serviço.
Os usuários dos CAPS precisam ser acolhidos e acompanhados por um técnico de referência, sendo este o profissional de nível superior que possua maior vínculo com o usuário.
A educação permanente em saúde, desenvolvida pelo Ministério da Saúde, a partir de 2004, para os profissionais do SUS, não contemplou como prioridade as equipes de saúde mental, por isso, os municípios desenvolveram poucos projetos para esse público-alvo.
Para se realizar o trabalho em um campo tão complexo como a saúde mental, é necessário por parte do profissional certo nível de sensibilidade, portanto, os CAPS só alcançarão a qualidade desejada se os trabalhadores tiverem certas habilidades e comportamentos específicos para o setor.