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Sobre a Psicoterapia Grupal é correto afirmar.
A psicoterapia grupal e a individual têm a mesma eficácia, porém ainda assim precisamos tentar prever quais são os aspectos dos pacientes que indicam um bom ou mau resultado no grupo. Nesse sentido, podemos pensar em três aspectos: diagnóstico clínico, características individuais e motivação.
A Dinâmica Grupal é um conjunto de regras e combinações que organizam e possibilitam o processo grupal terapêutico. São as “regras do jogo”. Inclui os aspectos práticos do tratamento: local, horário, frequência e duração das sessões, honorários, férias, número de participantes, grupo aberto ou fechado, etc. Ao mesmo tempo, também funciona como um “organizador psicológico” que estabelece limites e funções e proporciona a segurança necessária para os pacientes poderem se desnudar ao longo do tratamento. É importante para as interações necessárias.
A terapia de grupo oferece ao terapeuta, por meio da interação de seus integrantes, um acesso privilegiado aos conflitos e relacionamentos (vínculos) que eles estabelecem, podendo assim abordar e tratar as patologias existentes. Isso constitui a principal diferença entre a psicoterapia psicodinâmica individual e a de grupo: enquanto nos grupos as relações intersubjetivas (vínculos) fazem parte do aqui-e-agora, no tratamento individual essas relações estão no lá-e-então e são apenas relatadas pelo paciente.
É inerente ao grupo a formação de um campo grupal dinâmico com a presença de fantasias, desejos, expectativas, ansiedades, resistências, transferências, identificações, papéis, etc. Assim como um organismo, o grupo busca sempre um estado de equilíbrio (homeostasia) entre essas emoções, tentando mantê-las, especialmente a ansiedade, em níveis toleráveis. Quando esse equilíbrio não ocorre, surgem conflitos no grupo, expressos por reações como subgrupos, perda de coesão, saída de participantes, surgimento de “bodes expiatórios”, ou mesmo a dissolução do grupo. São as chamadas Reações de Gatilho (formas de defesa).