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Uma psicóloga, especialista em Psicologia Social, orienta um grupo de mulheres que se organizem em uma cooperativa popular de economia solidária e produzam e bordem panos de prato para vender. Pela baixa produtividade e pelas poucas vendas, o grupo não se viabiliza financeiramente e discutem a proposta da psicóloga de encerrar aquela atividade. Entretanto, uma das mulheres participantes do projeto argumenta que, mais que geração de renda, o grupo de mulheres é um lugar de troca de afetos e conhecimento entre elas e se questiona, se o projeto terminar, onde iriam poder conversar tão livremente sobre educação dos filhos, problemas conjugais, questões femininas e outras de seu interesse. Qual deveria ser a proposta da psicóloga que orienta o grupo?
Independentemente da importância da circulação dos afetos nos coletivos, o que importa num projeto de economia solidária é exclusivamente a geração de renda.
O grupo deveria manter sua atividade e ser encaminhado para um serviço ou uma entidade especializada em discussão da condição feminina.
A psicóloga não deveria estar no grupo – não se trata de atividade prevista na sua especialização.
A psicóloga deveria compreender a demanda e transformar o objetivo do grupo de geração de renda em um grupo terapêutico.
Grupos de geração de renda na economia solidária são, antes de tudo, grupos humanos, e uma atividade de geração de renda é compatível com a conversa sobre a circulação de afeto no grupo.