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O psicólogo Luiz Eduardo Valiengo Berni, em publicação do CRP-SP, aponta:
“O tratamento dialético dos sociólogos, etnólogos, antropólogos, ainda que necessário, continua nitidamente insuficiente para perceber as culturas naquilo que elas são existencialmente, pois elas escapam a uma análise exclusivamente objetiva, lógica, teórica que pode mesmo tornar-se uma profanação se pretender autossuficiente e não fizer acompanhar de uma comunhão mítica. Esse ponto pode ser aclarado pelo trabalho da etnopsicóloga Ronilda Ribeiro [...] [que] adverte, também, para os cuidados que devem ser tomados na transposição de uma cultura para outra.”
Pode-se afirmar que:
uma psicologia da religião deve manter estreito contato com a crença que ela analisa.
trata-se de discussão sobre a psicologia indígena e adverte para o cuidado necessário de a análise psicológica levar em consideração o que preconiza a cultura do povo estudado.
Ronilda Ribeiro adverte que a cultura do profissional deve prevalecer na análise da cultura do povo analisado.
religião e psicologia são conhecimentos que não podem se misturar, para que seja produzida uma análise objetiva, lógica e teórica.
O tratamento dialético dos antropólogos é claramente insuficiente.