A inserção do psicólogo nos serviços públicos de saúde ocorreu no final da década de 1970 e tinha a finalidade de propor modelos alternativos ao hospital psiquiátrico, visando à redução de custos e maior eficácia dos atendimentos, por meio da formação de grupos multiprofissionais. Ao longo dos anos, a inserção e a atuação vêm sendo marcadas por transformações importantes. Nesse sentido, a inserção e a atuação da psicologia na saúde pública:
Enfatizam a necessidade de generalização de técnicas nos contextos socioculturais e econômicos inerentes aos processos de saúde e doenças.
Pautam-se na generalização de técnicas, visto que as análises de contextos sociais de saúde e doenças independem de determinantes para compreensão e viabilização.
Priorizam contextos socioculturais e econômicos inerentes aos processos de saúde e doenças, embora destituída das significações e discursos atrelados a estes determinantes.
Pautam-se, atualmente, em um modelo complementar ao hospitalocêntrico, visando às práticas baseadas em evidências para redução de custos e maior eficácia dos atendimentos.
Enfatizam a necessidade de considerar os contextos sociais e culturais nos quais a saúde e as doenças ocorrem, conforme estatuto socioeconômico, gênero, diversidade cultural e momento histórico.