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O conceito de população de rua foi trabalhado de pontos de vista bastante diversos no Brasil e no mundo, como contam Leal e Calderón, no livro organizado por Pereira e Passos (2017). Esses autores explicam que não é possível definir, de forma homogênea, que fatores contribuíram para que as pessoas tenham, em determinado momento de suas vidas, ido parar nas ruas. Sobre as populações de rua, é correto afirmar que
A crescente população em situação de rua, ao ocupar locais públicos, se torna visível. Tal fato provoca diversas reflexões sobre o que significa o fenômeno em si, mas, por outro lado, desobriga o Estado a reconhecer a existências dessas pessoas.
A população de rua, no Brasil, vem crescendo nas últimas décadas. Contudo, é difícil precisar em que proporção esse crescimento se dá, devido à falta de produção de indicadores relacionados a esse segmento populacional em esfera nacional.
O Estado, preocupado em conter e controlar o fluxo dessas populações, incorporou a população de rua em outras agendas, como a da assistência social. Assim, deixou de privilegiar a política de repressão.
O Estado adotou uma política de proteção dessa população, sem criminalizá-la.
A interseccionalidade não pode / não deve ser utilizada como ferramenta analítica da complexa realidade das mulheres que vivem nas ruas.