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Antonio Lancetti, no livro “A clínica Peripatética” (2006), toma a redução de danos (RD) como ampliação da vida. Para o autor, RD é uma política e uma prática de saúde pública definidas como uma série de procedimentos destinados a atenuar as consequências adversas do consumo de drogas. Ainda sobre a RD, o autor afirma que:
Está fundamentada numa ideia muito simples: majorar o efeito deletério do consumo de drogas.
Como política, é convergente à política predominante de combate às drogas, fundamentada na criminalização, com o objetivo de eliminá-las.
Como prática de saúde pública, está em franca sintonia com todas as experiências sanitárias que buscam a defesa da vida.
Tal prática é bastante recente, tendo início em 2010, quando o crack apareceu, de maneira devastadora, nas cidades brasileiras.
Ao se trabalhar na perspectiva da RD, o trabalhador de saúde acaba por se posicionar mais do lado do traficante do que do policial e da vida.