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No texto “Despatologização do Gênero: A politização das...

No texto “Despatologização do Gênero: A politização das identidades abjetas”, Berenice Bento e Larissa Pelúcio desenvolvem diversos argumentos para defender o fim do diagnóstico de gênero. Elas ressaltam o debate sobre a obrigatoriedade da terapia psicológica no protocolo que orienta as políticas públicas para o atendimento à saúde da população travesti e transexual. Sobre essa obrigatoriedade, as autoras afirmam que


I A obrigatoriedade desse procedimento escamoteia, por meios institucionais, a posição hegemônica de que essas pessoas são transtornadas, portadoras de subjetividades desconectadas com a realidade e, portanto, sem condições psíquicas de administrar suas escolhas.

II O procedimento é fundamental, pois muitas transexuais e travestis cometem suicídio depois da transição.

III Há uma aparente contradição sobre o fato de qualquer psicólogo ou psicanalista, minimamente consciente dos significados da aliança terapêutica, defender a obrigatoriedade da terapia; daí o crescente número desses/as profissionais que se somam à luta pela despatologização do gênero em todo o mundo e que passam a estabelecer uma importante discussão e disputa interna no seu campo de saber.

IV O acompanhamento psicoterápico é importantíssimo, sobretudo para a realização do “teste da vida real”, sendo esse teste uma atribuição exclusiva da psicologia.


São verdadeiras,


A

apenas III


B

II e IV


C

II e III


D

I, II e III


E

I e III