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A constatação de que existem critérios valorativos na avaliação de estados normais e patológicos levou Canguilhem a formular que “a anomalia pode transformar-se em doença, mas não é em si doença”. Para o autor, o que define a fronteira entre a anormalidade e a patologia:
são os padrões científicos que, de forma generalizada e universal, estabelecem critérios médicos de uma prática de aperfeiçoamento ou correção dos organismos
não é um dado objetivo e não são medidas estatisticamente aferidas. Para esse fim, importa a implicação que esse desvio tem, o valor positivo ou negativo que se impõe sobre o processo de preservação e reprodução da vida
é a prevalência do logos sobre o páthos. Se há observação científica de uma anormalidade, está definida a patologia.
é a fluidez entre os conceitos que são empiricamente considerados sinônimos