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Com base no enunciado a seguir, marque a alternativa CORRETA.
Segundo Zanelli, Borges-Andrade e Bastos (2014, p. 559-560) “o movimento de crítica ampla ao modelo de atuação profissional do psicólogo no Brasil, intenso nos anos de 1970 e 1980, coincidente com um período acirrado e com o término do regime militar, teve importante reflexos na área da POT. O psicólogo organizacional (ainda atuando nos moldes do psicólogo industrial) foi um dos alvos mais criticados, senão o modelo mais criticado de atuação profissional da psicologia, sob o estigma de descomprometimento com as demandas sociais. Em 1984, foi lançada uma coletânea de textos organizada por Silvia Lane e Wanderley Codo, Psicologia social: o homem em movimento, que incluiu um capítulo intitulado “O papel do psicólogo na organização industrial (notas sobre o lobo mau em Psicologia)”, de autoria de Wanderley Codo. Esse texto, em particular, teve um importante impacto, ao apontar que a psicologia produzida e a prática profissional, mesmo dos psicólogos organizacionais, desconsideravam a categoria trabalho. Para Codo, de um lado, havia muitos psicólogos que atuavam no mundo do trabalho sem qualquer perspectiva crítica e, de outro lado, muitos psicólogos críticos sem qualquer inserção nas questões práticas postas por esse domínio. A repercussão desse trabalho foi muito grande, pois, ao mesmo tempo:
Enfatizaram que Psicólogos Organizacionais devem se dedicar exclusivamente a manter os empregados saudáveis, tanto no corpo quanto na mente, a fim de que desfrutem de qualidade de vida durante a rotina profissional.
Enfatizaram que Psicólogos Organizacionais devem, prioritariamente, incluir o monitoramento, projeção e adaptação dos postos de trabalho ao perfil e tarefas das pessoas, buscando ao máximo o aprimoramento de técnicas psicológicas voltadas para o aumento da produtividade e para que se tornem ergonômicos.
Enfatizaram que Psicólogos Organizacionais devem, prioritariamente, buscar o aumento da racionalização do trabalho buscando ao máximo o aprimoramento de técnicas psicológicas voltadas para o aumento da produtividade e a procura de um caráter científico e inovador no controle dos processos produtivos, para isso, utilizando a aplicação de testes psicológicos.
Expôs o estigma que cercava a inserção do psicólogo nas organizações e alertou pesquisadores e profissionais sobre a necessidade de construção de um modelo de atuação que não se pautasse exclusivamente nas necessidades da gestão e, em consequência, da empresa ou do capital.