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Segundo a obra Psicopatologia e Semiologia dos transtornos mentais de Paulo Dalgalarrondo, a linguagem, particularmente na sua forma verbal, é uma atividade especificamente humana. Sendo o principal instrumento de comunicação dos seres humanos e fundamental na elaboração e na expressão do pensamento. Alterações na linguagem sempre foram de grande interesse para a psicopatologia, em relação a AFASIA é CORRETO afirmar:
é a perda, por lesão orgânica, da linguagem escrita, sem que haja qualquer déficit motor ou perda cognitiva global.
é a perda, de origem neurológica, da capacidade previamente adquirida para a leitura. Pode ocorrer forma pura e isolada. É uma disfunção leve de leitura, encontrada principalmente em crianças que apresentam dificuldades diversas no aprendizado da linguagem escrita.
é a incapacidade de articular corretamente as palavras devido a alterações neuronais referentes ao aparelho fonador, alterações estas que produzem paresias, paralisias ou ataxias da musculatura da fonação. A fala é pastosa, aparentemente “embriagada”; a articulação das consoantes labiais e dentais é muito defeituosa, tornando, às vezes, difícil a compreensão.
é a perda da linguagem, falada e escrita, por incapacidade de compreender e utilizar os símbolos verbais. É sempre a perda de habilidade linguística que foi previamente adquirida no desenvolvimento cognitivo do indivíduo. É um distúrbio orgânico da linguagem, na ausência de incapacidade motora (do órgão fonador) para produzi-la.
são formas mais discretas de déficit de linguagem, nas quais o indivíduo deforma determinadas palavras, ocorrendo muitas vezes no início das síndromes demenciais.