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No texto “Redução de Danos e Saúde Pública: construções alternativas à política global de ‘guerra às drogas’”, os autores Eduardo Passos e Tadeu Souza entendem paradigma da abstinência como:
uma direção clínica possível e muitas vezes necessária.
uma rede de instituições que define uma governabilidade das políticas de drogas e que se exerce de forma coercitiva, na medida em que faz da abstinência a única direção de tratamento possível, submetendo o campo da saúde ao poder jurídico, psiquiátrico e religioso.
a construção das políticas de saúde para usuários de drogas centradas na Rede de Atenção Psicossocial que demarca uma significativa interferência do Direito Penal sobre os procedimentos clínicos, como também uma aproximação entre práticas jurídicas e práticas médicas.
as diversas ações que a redução de danos vêm fazendo no Brasil apontam para uma necessidade de diálogo entre o campo jurídico, o campo psiquiátrico e os movimentos sociais.
as diferentes frentes de cuidado coercitivo e religioso impostas aos usuários de drogas.