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Depressão, tentativas de suicídios, uso abusivo de álcool e drogas, estresse, crises de ansiedade, fadiga e esgotamento profissional estão se tornando cada vez mais comuns e há muitas evidências da relação entre essas expressões do sofrimento humano e as formas de organização do trabalho existentes na atualidade.
(Souza & Bernardo, 2019, p. 2.)
Diante deste cenário nota-se a saúde mental como a dimensão que mais tensiona o contexto de trabalho. Isso pode ser explicado devido a:
Excesso de estratégias de enfrentamento das situações de trabalho que geram um processo de adoecimento físico e mental.
Formas de organização financeira em detrimento da produção, frente à implementação de novos mecanismos de gestão marcada por avançadas tecnologias.
Permanência da ideia de que o trabalho possui uma conotação positiva e o sofrimento/adoecimento psíquico, em geral, é visto como um sinal de fraqueza individual.
Predomínio das formas de organização da produção que culminam em processos de adoecimento, mesmo que os adoecimentos sejam individuais e sem impactos diretos para a gestão.