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O termo “gentrificação” tem sido usado para determinar:
Os espaços urbanos também são marcados por uma divisão, setorização e hierarquização que estabelece fronteiras invisíveis, delimitando quem pode ou não circular. Processo resultante da chamada revitalização ou reurbanização de determinados espaços urbanos degradados. Tais alterações do espaço valorizam a região e expulsam a população de baixa renda local para outras áreas, geralmente mais distantes.
A oferta para consumo, tal como uma droga, de figuras que chamaríamos hoje de “celebridades” que não sofrem, vivem felizes sempre e são imunes as forças do tempo. Mas, quando estas são consumidas como próteses de identidade, seu efeito dura pouco, pois os indivíduos-clones que então se produzem, com seus falsos-self estereotipados, são vulneráveis a qualquer ventania de forças um pouco mais intensa.
Busca permanente no âmbito da vida cotidiana, de subjetivação pelo cultivo do dissenso, processo contínuo de produção singular da existência. Produção de diferença, daquilo que escapa da homogeneidade e do já instituído.
Espaço no qual se produzem modos de ser, de se relacionar, de amar, de consumir, alguns engajados na grande máquina capitalista, outros que resistem a sua captura.
Produção de subjetividades capturadas e ansiosas pelo consumo de diferentes mercadorias: objetos e modos de ser. Neste sentido, a produção de saúde na Atenção Psicossocial e na Atenção Básica podem cair facilmente nas armadilhas desse modo hegemônico que se apresenta cotidianamente nos serviços nos pedidos dos usuários pelo diagnóstico médico de seu sofrer e pela medicação que “rapidamente” eliminará a dor.