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Texto para responder às questões 52 e 53.
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Acreditamos, também, na potência dos encontros que se desenham quando os(as) psicólogos(as) experimentam se conectar com usuários das políticas públicas, sem a pretensão de rapidamente encontrar explicações sobre as maneiras como as vidas dessas pessoas se articulam. Para tanto, é fundamental que estes profissionais se disponibilizem a vivenciar o encontro com outros arranjos de vida, sem localizá-los rapidamente em categorias psicopatológicas e moralizantes. A partir dessa perspectiva, tais experimentações nos desestabilizam porque modificam as relações entre cientista/psicóloga(o) e usuário, dono e objeto do saber, médico e paciente, terapeuta e cliente, e nos jogam em relações desconhecidas, em novos territórios de vida e de ação.
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SILVA, Rafael Bianchi; CARVALHAES, Flávia Fernandes de. Psicologia e políticas públicas: impasses e reinvenções. Psicologia & Sociedade [on-line]. 2016, v. 28, n. 02.
A respeito da psicologia da saúde e da atuação profissional do psicólogo no campo das políticas públicas, assinale a alternativa correta.
Psicólogas (os) que atuam nas políticas públicas nunca se dedicam à transposição da clínica psicológica individual ao contexto dos serviços de saúde, como as Unidades Básicas de Saúde.
Não é necessário estabelecer formas de atuação que escapem dos limites estabelecidos com base nas condições de classe, que geralmente operam no sentido de apontar as classes populares como incapazes de gerenciar a própria vida ou como inadequadas aos modos vida tidos como “normais” e adequados”.
O aumento de psicólogas (os) nos diferentes campos onde se desenvolvem políticas públicas requer a análise de perspectivas teóricas e metodológicas que se apresentam como formas hegemônicas do fazer psicológico, bem como na necessidade de rever e de reinventar possibilidades de atuação.
Pondera-se acerca da construção de uma psicologia que se negue, como crítica, à problematização do imbricamento das dimensões macrossociais e microssociais na totalidade histórica da vida cotidiana, bem como acerca da consideração da importância e da potência da participação cidadã na construção de condições verdadeiramente democráticas de existência.
A necessidade de reinvenção de diferentes estratégias profissionais do psicólogo está assentada no reconhecimento de que os indivíduos-alvo das políticas sociais também são sujeitos de sua história e, portanto, incapazes de transformar de seu modo de vida e as comunidades nas quais transitam.