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De acordo com as Referências Técnicas para Atuação de Psicólogas(os) com Povos Tradicionais (2019), a Psicologia, historicamente, construiu pressupostos teóricos e metodológicos, tendo como base um modelo de humanidade pretensiosamente universal, branco, patriarcal e eurocentrado. Diante das intervenções e demandas dos movimentos sociais, a Psicologia brasileira tem sido interpelada a rever sua construção científica clássica, bem como o modo de se realizar como psicologia crítica. Dentre as opções abaixo descritas, a opção que se coaduna com o imperativo ético-político de revisão da Psicologia em uma perspectiva crítica é
fomentar o paradigma da ciência moderna, que pressupõe a construção do conhecimento por meio de racionalidades abstratas, para serem aplicadas sobre realidades diversas.
focar na ação técnica, distanciando-se da luta pela expansão de serviços e programas de saúde, educação e assistência social, para que sejam estendidos e fortalecidos nos interiores do país.
realizar intervenções, a partir de uma leitura individualizada dos sujeitos.
unificar a multiplicidade de cosmovisões e interfaces com os sistemas simbólicos, para atuar junto às vivências dos povos e comunidades tradicionais.
traçar percursos possíveis para uma leitura crítica, na relação com os conhecimentos e narrativas de povos de terreiro e com a população negra, com propostas de afrocentrar os saberes produzidos.