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A teoria da seletividade socioemocional foi formulada por Laura L. Carstensen para explicar o declínio nas interações sociais e as mudanças no comportamento emocional dos idosos. De acordo com essa teoria, é INCORRETO afirmar que
a teoria de seletividade socioemocional é de natureza life span, na medida em que considera que a adaptação é delimitada pelo tempo e pelo espaço e que a fase do desenvolvimento vivida pela pessoa é um importante contexto ao qual ela deve se adaptar.
a teoria de Carstensen investiu na análise do comportamento emocional dos idosos, mostrando que, com o envelhecimento, as pessoas passam a experimentar e a demonstrar emoções com menos intensidade e a ter menor capacidade de decodificação de expressões emocionais.
a redução nos contatos sociais que caracteriza a velhice reflete uma seleção ativa, na qual as relações emocionalmente próximas são mantidas, porque são mais importantes para a adaptação do idoso.
na velhice as pessoas tendem a reorganizar suas metas e relações, priorizar realizações a curto prazo, preferir relações sociais mais significativas e descartar o que não cabe nesses critérios.
a teoria da seletividade socioemocional contradiz as três teorias sociológicas sobre o declínio nas interações sociais na velhice – quais sejam, a teoria da atividade, do déficit do desenvolvimento humano na velhice e das trocas sociais –, primeiramente porque não aceita que as pessoas simplesmente reagem ao contexto social, mas defende que constroem ativamente o seu mundo social.