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O conceito da boa morte, no contexto dos cuidados no fim da...

O conceito da boa morte, no contexto dos cuidados no fim da vida, tem sido utilizado quando estão presentes determinadas características, tais como: morte sem dor, morte ocorrendo com os desejos do paciente sendo respeitados (verbalizados ou registrados nas diretivas antecipadas de vontade), dentre outras. A respeito desse conceito, é correto afirmar que


A

fundamentada na ritualização das cenas de despedida, na busca de um sentido transformador da doença e dentro de um ethos cristão, a kalotanásia – a boa morte do moderno movimento hospice – apresenta-se como um modelo que pretende acolher, amparar, proteger e dar sentido ao processo de morrer do paciente no limiar de sua existência.


B

a boa morte caracteriza-se por um conjunto de ações e de intervenções que visam oferecer ao paciente com doença avançada ou terminal um processo de morrer que possa suavizar sua jornada de luta, com o desafio de fazê-lo em um ambiente que dispensa a medicina tradicional.


C

a boa morte caracteriza-se por um conjunto de ações e de intervenções que visam oferecer ao paciente com doença avançada ou terminal um processo de morrer que possa suavizar sua jornada de luta, com o desafio de fazê-lo em um ambiente médico adaptado à kalotanásia, isto é, que dispense o uso de alta tecnologia e práticas de intervenções obstinadas típicas do contexto hospitalar.


D

a boa morte do moderno movimento hospice apresenta-se como um saber-fazer adaptado ao modelo de morte rápida, suave e indolor, o que a aproxima da boa morte do movimento dos defensores da eutanásia e do suicídio assistido.


E

a kalotanásia consiste numa via de possibilidades a serem oferecidas nos cuidados no fim da vida. Essa via é a expressão da filosofia do moderno movimento hospice, cujo ethos está edificado em uma tripartição: na ritualização do processo de morrer; na compreensão da doença como busca de sentido; e nos princípios da religião budista, adaptados ao saber científico.