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No Brasil, algumas experiências de cooperativas sociais foram implantadas nos anos 1990 sob a perspectiva do referencial de reabilitação psicossocial italiano, no qual o cooperativismo social foi e ainda é a estratégia utilizada para inserção no trabalho de usuários de serviços de saúde mental. No Brasil, as ações de inserção por meio do trabalho cooperativo e autogestionário ganharam força a partir de 2004, quando
o movimento de reforma psiquiátrica se uniu ao movimento da economia solidária com o intuito de fomentar iniciativas de geração de trabalho e renda para usuários dos serviços de saúde mental.
o plano de ações interministeriais e as iniciativas de geração de trabalho e renda, como atividades artísticas e artesanais, foram cadastradas no Sistema de Informações e Inclusão Social pelo Trabalho.
foi retomado o tema do cooperativismo social na agenda das negociações para estruturação da Política de Atenção Básica com a implantação de oficinas terapêuticas com a finalidade de inserir as pessoas em desvantagem no mercado de trabalho.
outros pontos compartilhados pelas diversas abordagens da reabilitação psicossocial propuseram uma visão ampliada do processo saúde-doença e a promoção de uma base de dados integrados.
foi realizado o mapeamento das iniciativas de geração de renda no âmbito da saúde mental que resultou na unificação de nomenclaturas como “espaços de atividades manuais” nos quais o produto destas oficinas era utilizado como objeto de troca material.