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As chamadas “minorias” sexuais são hoje em dia muito mais visíveis do que outrora, de modo que o embate entre elas e os grupos conservadores torna-se ainda mais acirrado. Nesse contexto histórico e político de movimentos sociais, algumas teorias de gênero ganharam destaque, entre as quais a teoria queer, marcadamente pós-identitária e inspirada pelo pós-estruturalismo francês. Para uma das figuras teóricas de maior importância, Judith Butler, a linguagem que se refere ao sexo tem caráter performativo, pois produz os corpos e os sujeitos no instante mesmo da nomeação.
O alvo central da teoria queer é:
a aceitação e a integração de homossexuais no sistema social;
a consideração da sexualidade humana como algo originariamente natural;
o reconhecimento de gays e lésbicas como pessoas normais com suas sexualidades singulares;
a crítica do binarismo hetero/homossexual como categoria de organização das práticas sociais e do conhecimento;
a confirmação da descoberta de Freud sobre a perversão polimorfa que caracteriza a sexualidade humana.