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No artigo “Nem crioulo doido nem negra maluca: por um aquilombamento da Reforma Psiquiátrica Brasileira”, os autores David e Vicentin (2020)
discutem a relação entre racismo e manicomialização, considerando que o manicômio, enquanto instituição, reproduz uma lógica de dominação racista que serviu (e ainda serve) para o encarceramento da população negra brasileira ao longo dos anos.
apresentam dados de revisão de literatura que embasam a relação entre população negra e loucura no Brasil, criticam o racismo científico brasileiro e demonstram que falta uma leitura decolonial à Reforma Psiquiátrica Brasileira.
chamam de aquilombamento a implementação de práticas racistas na Rede de Atenção Psicossocial.
demonstram como, na construção da noção de raça, as ciências biológicas tiveram importante papel combatendo as justificativas raciais de que o(a) negro(a) é inferior.
consideram que, no Brasil, a Reforma Psiquiátrica foi plena porque a Luta Antimanicomial coincide com a luta antirracista.