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O texto de Rosa (2022), intitulado “Sofrimento Sociopolítico, Silenciamento e a Clínica Psicanalítica”,
parte da premissa de que há modalidades de gestão política, controle e exploração que incluem em sua estratégia de dominação a promoção da experiência do sofrimento, seja composta pela angústia, culpa, vergonha ou humilhação social.
sublinha a importância dos novos protocolos de fortalecimento do Eu (resiliência) utilizados na clínica psicanalítica contemporânea para os casos nos quais o silenciamento é observado em determinadas modalidades de sofrimento, advindas do modo como as pessoas estão situadas no laço social.
apresenta o termo desamparo discursivo como um nome dado para o silenciamento que desarvora o sujeito de seu lugar de fala, mas não deve ser confundido com o abalo narcísico, uma vez que este último levaria à eclosão da dimensão traumática.
localiza o cerne da resistência à escuta do sofrimento advindo da desigualdade social no próprio sujeito e não no psicanalista.
afirma que escutar os sujeitos degradados pelo discurso social como sendo sujeitos atravessados pelo inconsciente, pelo desejo e pelo gozo implica em não considerar a dimensão sociopolítica do sofrimento.