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De acordo com Dalgalarrondo (2019), o esquema corporal é a representação que cada indivíduo faz de seu próprio corpo. Essa percepção do próprio corpo é construída e organizada tanto pelos sentidos corporais externos e internos como pelas representações mentais, afetivas e cognitivas, referentes ao organismo. Assim, a diferenciação entre o corpo físico, objetivo (corpo anatômico), e o vivenciado, percebido subjetivamente pelo sujeito (esquema corporal), é de suma importância. Com base nesse autor, sobre alterações do esquema corporal em transtornos mentais, assinale a opção correta.
Uma pessoa com hipocondria vive seu corpo como algo pesado, lento, difícil, fonte de sofrimento, e não de prazer. Sente-se fraca, esgotada, incapaz de fazer frente às exigências da vida (astenia). Seu corpo já não tem vida, é um peso morto, a pessoa se sente impotente ou muito doente (cenestopatia).
Os indivíduos em mania sentem o corpo comprimido, asfixiado, como se existisse uma pressão externa sobre ele, sobretudo uma constrição ou aperto no peito e na garganta.
O paciente com quadros de ansiedade grave pode vivenciar seu corpo como algo extremamente ativo, poderoso e vivo. Não é raro que o indivíduo sinta-se forte e ágil, não conseguindo parar e repousar por período um pouco prolongado.
Pacientes com transtorno dismórfico corporal percebem distorcidamente partes de seu corpo (nariz, orelhas, face, seios, nádegas, mãos, etc.). Eles afirmam que essas partes são horríveis, desproporcionais, enormes e dignas de enorme vergonha.
Pacientes com esquizofrenia podem tender a erotizar intensamente o corpo todo, mas, em contrapartida, sentir seus genitais e a atividade genital como insensíveis ou perigosos.